Menor de 12 Anos Condenado à Prisão Perpétua na Coreia do Norte por Posse de Bíblia
Um relatório atualizado de organizações de monitoramento de direitos humanos divulgou um caso chocante que expõe a brutalidade do regime norte-coreano. Uma criança de apenas 12 anos de idade foi condenada à prisão perpétua após autoridades encontrarem uma Bíblia em sua residência durante uma operação de busca. Seus pais também receberam a mesma sentença máxima.
A família foi imediatamente transferida para um dos notórios campos de prisioneiros políticos (kwanliso) do regime, confirmando os alertas sobre a situação crítica de liberdade religiosa no país, consistentemente classificado como o mais perigoso do mundo para cristãos.
Contexto da Perseguição Religiosa na Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, a ideologia estatal do Juche e a devoção absoluta à liderança da família Kim funcionam como uma religião de Estado. O governo de Kim Jong-un identifica qualquer sistema de crenças alternativo, particularmente o cristianismo, como uma ameaça existencial ao seu controle totalitário sobre a população.
Leis de Repressão Religiosa
A constituição norte-coreana menciona nominalmente "liberdade religiosa", mas na prática, qualquer atividade não sancionada pelo Estado é severamente punida. A posse de materiais religiosos, participação em cultos secretos ou a prática de orações particulares podem ser classificados como "crimes contra o Estado" ou "espionagem", com penas que vão desde trabalhos forçados até execução.
Culpa Coletiva por Associação (Yonjwa)
O regime aplica sistematicamente o princípio da "culpa por associação". Quando um membro da família comete um "crime", toda a unidade familiar, incluindo crianças, idosos e parentes distantes, é punida. Essa política explica a sentença conjunta aplicada aos pais e ao filho de 12 anos neste caso recente.
Condições dos Campos de Prisioneiros Políticos (Kwanliso)
Os kwanliso são amplamente documentados por sobreviventes e investigações da ONU como locais de tortura sistemática, fome planejada, trabalho forçado e execuções sumárias. Condições que especialistas classificam como crimes contra a humanidade.
Crianças em Campos de Concentração Modernos
A sentença deste menor de idade expõe a brutalidade indiscriminada do sistema prisional norte-coreano. Crianças nesses campos não recebem qualquer proteção especial, sendo submetidas às mesmas privações, violências físicas e trabalhos exaustivos que os adultos. Relatos de fugitivos descrevem menores subnutridos realizando trabalhos pesados em minas e obras de construção.
Perseguição Específica a Cristãos
Testemunhos indicam que presos identificados como cristãos dentro dos campos frequentemente enfrentam tratamento ainda mais severo e vigilância redobrada, por serem vistos como "ideologicamente contagiosos". São frequentemente isolados e submetidos a "sessões de reeducação" intensivas.
Reação Internacional e Pedidos de Ação Urgente
Este novo caso gerou imediata indignação e mobilização entre ONGs de direitos humanos e grupos de defesa da liberdade religiosa em todo o mundo.
Organizações como a Open Doors, Human Rights Watch e a Comissão de Inquérito da ONU sobre a Coreia do Norte classificaram a sentença como uma violação grotesca do direito internacional, incluindo a Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual a Coreia do Norte é signatária.
Especialistas em Coreia do Norte pedem à comunidade internacional e ao Conselho de Segurança da ONU para pressionar o regime de Pyongyang a libertar imediatamente a criança e sua família, e a encerrar a política de perseguição religiosa.

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